PRODUÇÃO HISTORIOGRÁFICA ACERCA DO MUNICÍPIO DE RIACHÃO DO DANTAS

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José Renilton Nascimento Santos

 

Neste artigo, propomo-nos a apresentar um inventário da produção historiográfica a respeito do Município de Riachão do Dantas, localizado na região Centro-Sul do estado de Sergipe.

As origens de Riachão do Dantas remontam à primeira metade do século XIX. Na fazenda Riachão, pertencente a João Martins Fontes, foi construída uma capela dedicada à Nossa Senhora do Amparo. Ao redor dessa capela formou-se a povoação do Riachão, transformada na Freguesia de Nossa Senhora do Amparo do Riachão (Resolução nº 419, de 27 de abril de 1855). Em 1870, a Freguesia de Nossa Senhora do Amparo, foi elevada à categoria de Vila, emancipando-se do município de Lagarto, com a denominação de Vila do Riachão (Resolução nº 888, de 09 de maio de 1870).

Iniciamos o nosso estudo com algumas considerações acerca da produção historiográfica.

Para Itamar Freitas,

a história – saber ou escrita –, nunca é demasiado lembrar, não se limita à Universidade. Fernando Novais (1990), quem melhor esboçou uma tipologia para a escrita produzida no Brasil, apontou, pelo menos, quatro motivos e lugares de produção: a historiografia ligada às demandas do mercado; os trabalhos produzidos individualmente, sem vinculações institucionais; os escritos institucionais não universitários; e a historiografia universitária propriamente dita.[1]

As obras aqui inventariadas enquadram-se nas tipologias de trabalhos produzidos individualmente, escritos institucionais não universitários e historiografia universitária propriamente dita.

Outro aspecto a ser destacado é o fato de as obras inventariadas integrarem a chamada história local,

a escrita sobre a experiência local, ou seja, a historiografia local. (…) São relatos que registram a experiência de grupos que se identificam por fronteiras espaciais e socioculturais – seja na dimensão de uma cidade, seja nos limites de um Estado ou de uma região do Brasil. (…)

Seja como escala de observação (microanálise), seja como recorte espacial em oposição ao nacional (rua, bairro, cidade, município, estado), a história local é canteiro de memória e instrumento para a formação de identidades. Como recorte especial, ela fixa limites, marca referências acontecimentais (ações, atores e datas cronológicas). Como abordagem micro ela informa sobre a apropriação particular de processos e acontecimentos de caráter nacional ou global que podem não manter o mesmo sentido codificado pelas historiografias de sínteses produzidas em escalas mais abrangentes.[2]

As obras inventariadas tratam da história do estado de Sergipe e do Município de Riachão do Dantas.

Por fim, o conhecimento da produção historiográfica é importante visto que

a maioria dos estudiosos concorda que a historiografia é uma disciplina imprescindível para o historiador. Sem ela, sem conhecer o que já se produziu em sua área de estudos, dificilmente ele poderá elaborar uma reflexão crítica. Além disso, a maior parte dos historiadores inicia seu trabalho por uma bibliografia específica, ou seja, fazendo uma seleção historiográfica, ainda que não esteja preocupado em determinar os fundamentos filosóficos e políticos que impulsionaram aquelas obras. Assim, todo historiador trabalha necessariamente com a reflexão historiográfica, mesmo que seja apenas para situar seu próprio trabalho no contexto geral da produção sobre o tema estudado.[3]

Feitas estas breves considerações, passemos para a análise das obras integrantes do inventário acerca da história do Município de Riachão do Dantas.

Partimos da apresentação de obras da historiografia sergipana que, ao tratarem do estado de Sergipe, fazem referências ao município de Riachão do Dantas. Neste rol, estão Quadro Chorográfico de Sergipe, História Territorial de Sergipe, Álbum de Sergipe, Memórias da Capitania de Sergipe, Etnias Sergipanas, O Negro e a Violência do Branco, História dos Limites entre Sergipe e Bahia, Sergipenses e Enciclopédia dos Municípios Brasileiros.

Em Quadro Chorográfico de Sergipe[4] (1896), Laudelino Freire apresenta dados geográficos, econômicos e políticos a respeito de Sergipe e seus municípios. Riachão está entre os municípios abordados do qual apresenta uma notícia histórica, uma descrição geográfica e a topografia da Vila do Riachão. A notícia histórica é uma síntese das origens do município:

A povoação teve sua origem de uma capela edificada sob a invocação de Nossa Senhora do Amparo. Pela Resolução de 27 de abril de 1855 foi nesse lugar criada uma freguesia com a denominação de freguesia de N. Senhora do Amparo do Riachão. A 13 de maio de 1864 passou a categoria de vila, tendo sido essa lei revogada um ano depois. A 9 de maio de 1870 voltou àquela categoria com a denominação de Vila do Riachão.[5]

Na descrição geográfica trata dos limites, relevo, clima, atividades econômicas (lavouras e criação de animais), população e principais povoados. As informações apresentadas contém alguns erros como “o município tem como limites a leste o de Itaporanga”, “a vila do Riachão assenta em uma bela planície, perto da margem direita do pequeno rio do Machado.”

Álbum de Sergipe[6], de Clodomir Silva e publicado em 1920, “fora pensado para rememorar os fastos do centenário da independência de Sergipe, difundir e imortalizar a ação patriótica e modernizadora do Governo de Pereira Lobo.”[7] Entre outros temas referentes a Sergipe, relaciona os trinta e quatro municípios sergipanos de então, apresentando informações sobre posição geográfica, aspectos da salubridade, rios, lagos, atividades produtivas, comércio, solo, vegetação, aspectos da urbanização, vias de comunicação, dados sobre as escolas, situação judiciária e eclesiástica. No que se refere à história, apresenta uma síntese sobre a criação da Freguesia de Nossa do Amparo e sobre o processo de emancipação política da Vila do Riachão.

A Enciclopédia dos Municípios Brasileiros[8], editada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), em 1959, no volume XIX traz verbetes a respeito dos municípios dos estados de Alagoas e Sergipe. O verbete sobre o município de Riachão do Dantas, escrito por João Oliva Alves, apresenta informações como o histórico do município; aspectos geográficos, demográficos e econômicos; manifestações religiosas e folclóricas; vultos ilustres.

Quadro Chorográfico de Sergipe, Álbum de Sergipe e Enciclopédia dos Municípios Brasileiros são “publicações de feição predominantemente geográfica [nas quais] deparamos com contribuições para o conhecimento das cidades sergipanas, principalmente daquelas mais antigas”[9]

História Territorial de Sergipe[10], de Felisbelo Freire, corresponde a uma parte do primeiro volume da História Territorial do Brasil, obra planejada em cinco volumes em que o autor analisaria a gênesis e a evolução do povoamento do território brasileiro. Só o primeiro volume foi publicado, em 1906, e nele são estudados os estados da Bahia, Sergipe e Espírito Santo. Felisbelo Freire estuda a colonização e o povoamento de Sergipe de 1575 a 1900, reconstituindo as sucessivas divisões militar, judiciária, civil e eclesiástica por que passou o estado de Sergipe. No tocante a Riachão do Dantas, apresenta dados sobre o povoamento, a criação da Freguesia de Nossa Senhora do Amparo e o processo emancipatório.

Memória sobre a Capitania de Sergipe[11], escrita em 1808 pelo presbítero Marcos Antônio de Souza, foi edita pela primeira vez em 1877. Segundo Felisbelo Freire,

Incontestavelmente é um importante livro. Foi, por conseguinte, um grande serviço prestado a Sergipe sua publicação. Espírito culto, pesquisador Marcos de Souza faz um estudo importante sobre a capitania, relativamente não só aos hábitos de seus habitantes, como a seus processos de trabalho. Estuda o estado da lavoura, da navegação e lembra medidas de grande alcance econômico.[12]

Ao escreve sobre a vila do Lagarto, Marcos Antonio de Souza faz alusão à atuação dos frades carmelitas da região de Palmares com suas fazendas de gado.

Os carmelitas de Palmares também são citados em História dos Limites entre Sergipe e Bahia[13], da autoria de Francisco A. de Carvalho Lima Júnior.

Sergipenses: escritos diversos[14], da autoria de Manuel Passos Oliveira Telles,

É uma publicação de 1903, [constituindo-se de uma] coletânea de artigos [em que] apresenta facetas inúmeras da formação sergipana, algumas delas verdadeiros pontos de partida para a pesquisa aprofundada de sugestivos temas. Na sua bibliografia, deparamos boas contribuições sobre história territorial, vida dos municípios, folclore retrospectivo, biografias de sergipanos, ensaios de caráter geográfico.[15]

No artigo “De Simão Dias a Campos”, o autor apresenta informações sobre a Vila de Palmares e o povoado Bomfim, antiga Samba.

Etnias Sergipanas: contribuição ao seu estudo[16], de Felte Bezerra, ao estudar a formação étnica da população sergipana, oferece dados sobre a formação da Vila de Palmares, uma das nossas povoações.

Em O Negro e a Violência do Branco[17], Ariosvaldo Figueiredo oferece subsídios sobre a formação das povoações de Forras e Palmares. Além disso, aborda a santidade conhecida como “Céus das Carnaíbas”, um movimento de reação de negros e mestiços à situação de marginalidade em que viviam no Povoado Carnaíba.

Os “Céus da Carnaíba” foi tema discutido por Magno Francisco de Jesus Santos no artigo Entre Deuses e Demônios: religiosidade e imaginário em Sergipe oitocentista[18], publicado pela revista eletrônica Veredas da História. O tema foi, também, abordado por Luiz Antônio Barreto em Os Vassalos do Rei.[19]

Informações a respeito da passagem de Antônio Conselheiro são encontradas em artigos de Itamar Freitas de Oliveira[20] e José Paulino da Silva[21], publicados no Caderno do Estudante da Universidade Federal de Sergipe.

Em Monsenhor João Batista de Carvalho Daltro: apontamentos e fragmentos Biobibliográficos[22], Avani Gama Menezes Costa e Mariana Emanuelle Barreto de Gois, no capítulo “Daltro no Riachão: entre o cholera morbus e o flagelo da seca (1856-1870)”, discorrem sobre o paroquiato do então padre João Batista de Carvalho Daltro na recém-criada Freguesia de Nossa Senhora do Amparo.

Duas publicações do início dos anos dois mil apresentam um panorama dos municípios sergipanos. Trata-se da Revista História dos Municípios – lançada pelo Cinform, em 2002 – e de Sergipe Panorâmico – lançado pela Universidade Tiradentes, em 2002. Essas obras, segundo Ibarê Dantas, “não obstante a forma ligeira e amadorística trouxeram algumas informações e serviram para despertar os leitores para a história de seu município.”[23]

A respeito da História dos Municípios, do Cinform, escreveu Itamar Freitas:

A História dos Municípios é majoritariamente uma produção de jornalista, facilmente identificável pela forma de legendar as fotografias, de segmentar e intitular os textos. A marca dessa escrita (não extensível à totalidade dos jornalistas) está nas condições de produção da matéria – texto de sete dias que não obriga a referenciar obras clássicas e de fácil acesso (…). A marca jornalística (não exclusiva do Cinform0 também se expressa no apelo ao exótico, ao anedótico ou ao escandaloso: é o lobisomem, assombração, bode carola, comunidade indígena, tesouro, remanescente quilombo e a mais notável de todas as excentricidades: as experiências da passagem de Lampião por grande parte das cidades de Sergipe.[24]

As obras aqui referenciadas são encontradas na Biblioteca Pública Epifânio Dória, na Biblioteca Central da Universidade Federal de Sergipe (Setor Documentação Sergipana) e na Biblioteca do Instituto Histórico e Geográfico de Sergipe (IHGSE). Algumas delas foram reeditadas pelo Projeto Coleção Biblioteca Casa de Sergipe, fruto da parceria entre a Universidade Federal de Sergipe e o IHGSE com o objetivo de publicar obras clássicas dos estudos sociais em Sergipe, sobretudo no campo da História, Antropologia e Patrimônio Cultural.

Conhecidas as obras da historiografia sergipana que fazem referências a Riachão do Dantas, tratemos de obras específicas sobre Riachão do Dantas escritas por riachãoenses.

A cidade de Riachão do Dantas, como começou[25], escrita pelo desembargador João Dantas Martins dos Reis em 1949, é a primeira obra que trata especificamente da história de Riachão do Dantas. Trata-se de um opúsculo que versa sobre as origens, a trajetória jurídico-administrativa, a infraestrutura, a situação geográfica, dados populacionais e notas sobre a genealogia de João Martins Fontes, fundador do Riachão.

O autor foi estimulado pelo empenho feito pelo Conselho Nacional de Geografia para que se realizassem estudos históricos, geográficos e econômicos dos municípios.. Segundo João Dantas Martins dos Reis,

É o que fazemos a respeito dos dados históricos de Riachão, por isso que dada a nossa despreocupação, vão caindo em completo esquecimento, por desaparecimento da tradição oral havida de gerações anteriores e de documentos antigos que nem sempre existem nos cartórios e arquivos, pelo abandono e pouco interesse de certos serventuários e funcionários públicos e até dos próprios governos. Daí a razão de procurarmos reviver nestas linhas a história de como começou a hoje cidade do Riachão do Dantas, ainda com os seus aspectos de vida colonial.[26]

O objetivo da escrita da obra é manter viva a memória do lugar. Memória que corre o risco de desaparecer com o fim da tradição oral e perda de documentos em cartórios e arquivos devido à negligência de funcionários e governos.

O opúsculo aparece ainda como artigo da Revista do Instituto Histórico e Geográfico de Sergipe de nº 25, datada de 1960.[27] Outra contribuição do desembargador João Dantas Martins dos Reis é o artigo Almas das Carnaíbas – um céu no Riachão – Resquício das intituladas Santidades (Revista do IHGSE, nº 16, vol. XI, 1942), em que descreve a origem e repressão a uma seita de negros e mestiços que atribuíam a si próprios o status de santos.

Outra contribuição são os artigos da autoria do professor Arivaldo Silveira Fontes (1923-2008). Entre outros citamos Riachão do Dantas. Os primeiros tempos, as origens (Revista do IHGSE, nº 27, 1965-1978), Na República: Intendentes e Prefeitos (Revista Alvorada, 1971), Conselheiro em Riachão do Dantas (Revista Momento, 1977). Os artigos do professor Arivaldo Silveira Fontes foram reunidos na segunda parte do livro Figuras e fatos de Sergipe (1992)[28]. Essa coletânea aborda aspectos da história de Riachão, além de apresentar a biografia de pessoas que contribuíram para o desenvolvimento do município como, por exemplo, João Martins Fontes, Monsenhor Daltro e Padre Fonseca.

Em Memórias de Família: o percurso de quatro fazendeiros[29], Ibarê Dantas apresenta a biografia de quatro ascendentes – David Martins de Góis Fontes, Francisco Dantas Martins Fontes, David Dantas de Brito Fontes e Manoel Costa e Silva –, reconstituindo a história de três gerações de sua família. Os biografados são, respectivamente, bisavô paterno, avô paterno, pai e avô materno. Ao reconstituir a história de familiares, que residiram em Riachão do Dantas, Ibarê Dantas fornece subsídios importantes para a história riachãoense, destacando-se a vida política do município durante o período de redemocratização (1946-1964), quando se dão os embates entre a União Democrática Nacional (UDN) e o Partido Social Democrático (PSD). David Dantas, um dos biografados, era um político ligado a UDN. Ao tratar das atividades econômicas desenvolvidas pelos ascendentes, contribui para a história econômica do município. Neste aspecto, sobressai a decadência da produção açucareira e a expansão da pecuária, ocorridas no Engenho Salgado, pertencente a seu avô materno Manoel Costa e Silva.

A partir de 2002, os estudos sobre a história de Riachão do Dantas foram acrescidos de monografias produzidas por estudantes dos cursos de História da Universidade Federal de Sergipe, da Universidade Tiradentes e da Faculdade José Augusto Vieira.

No que se refere a essa nova produção historiográfica, Ibarê Dantas escreveu:

O Projeto de Qualificação dos Docentes (PQD/SEC), a criação de instituições privadas do Ensino Superior e o alargamento do interesse de professores de faculdades e universidades por investigações nos espaços municipais, resultaram em monografias, dissertações e teses de grande relevância para o conhecimento das histórias locais.

Diante desses avanços, têm surgido obras sobre a convivência humana nos diversos territórios de Sergipe, permitindo responder a algumas questões: a relação com a natureza, o povoamento e o crescimento ou declínio populacional, as formas de propriedade, as atividades produtivas rurais e urbanas, os rendimentos, as repercussões das oscilações pluviométricas, as relações de poder que geraram diferenciações sociais, as práticas lúdicas, religiosas e os intercâmbios com os municípios circunvizinhos e com a capital. Enfim, como os costumes se transformaram ao longo do tempo e como as ações humanas exercitaram a inventividade e legaram aos seus sucessores os feitos da sociedade contemporânea de forma que jovens e velhos pudessem dizer: essa é a história de nossa terra, essa é nossa história, nossa referência e nossa identidade.[30]

Ao Departamento de História da Universidade Federal de Sergipe foram apresentas as seguintes monografias: UDN X PSD em Riachão do Dantas (1950-1964), As razões de um retrocesso – o declínio do comércio lojista de Riachão do Dantas (1960-1975) e A disputa pelo espaço sagrado em terra de N. Srª do Amparo: Vila do Riachão (1918-1920).

UDN x PSD em Riachão do Dantas (1950-1964)[31], de Edileuza Silveira Alves, estuda a história política riachãoense durante o período democrático da pós-ditadura Vargas. Partindo do quadro político nacional, toma como eixo central as relações partidárias, resgatando as lutas entre UDN e PSD. Ocupa-se, também, dos motivos do continuísmo político com o predomínio do Partido Social Democrático.

José Carlos Correia de Oliveira, em As razões de um retrocesso – o declínio do comércio lojista de Riachão do Dantas (1960-1975)[32], analisa o declínio do comércio lojista de Riachão do Dantas, cujo processo transcorreu entre os anos de 1960 e 1975 e foi causado por motivos que ultrapassam a situação estritamente local, associando-se aos reflexos do processo de integração do mercado nacional.

Maria de Fátima dos Santos, em A disputa pelo espaço sagrado em terra de N. Srª do Amparo: Vila do Riachão (1918-1920)[33], enfoca o processo de implantação da Igreja Presbiteriana na cidade de Riachão do Dantas e os desdobramentos da disputa judicial entre o Pe. Manoel Luiz da Fonseca e o líder dos protestantes, Manoel Machado de Aragão, que construiu, em terras doadas à padroeira Nossa Senhora do Amparo, o templo protestante. Na disputa, percebe-se o uso, pelos atores sociais envolvidos, de bens simbólicos como capital econômico, político e religioso em favor dos respectivos credos religiosos.

Seguem as contribuições provenientes da Universidade Tiradentes.

A história da Educação Infantil no Município de Riachão do Dantas[34] foi apresentada por Maria Matildes Macedo Silva, em 2004, para obtenção do grau de Licenciatura em Pedagogia. A acadêmica traça a história da implantação e expansão da educação infantil no município, identificando três fases distintas: a implantação, solidificação e expansão.

Michelle Góes Paul, em 2005, para obtenção do grau de bacharel em Arquitetura e Urbanismo apresentou Morfologia urbana: análise da evolução da cidade do Riachão do Dantas em Sergipe[35], em que aborda a história de Riachão do Dantas, mostrando a evolução da cidade iniciada no século XIX. Também mostra a cidade nos dias atuais com as particularidades e dificuldades que caracterizam o seu desenvolvimento.

Para obtenção do grau em Licenciatura em História, em 2006, foram apresentadas duas monografias: Céu das Carnaíbas: movimento religioso em Riachão do Dantas oitocentista[36] e Mulheres no século XIX: heroínas ou vilãs?[37] A primeira foi escrita por Avani Gama Menezes Costa, Joana Santos de Carvalho e Tadeu Almeida Guimarães, abordando o movimento religioso Céus das Carnaíbas, ocorrido da década de 1870 no povoado Carnaíba. Trata-se de uma contribuição à historiografia religiosa sergipana no campo do catolicismo popular. A segunda foi produzida por Daniele Cristine dos Reis e Mariana Emanuelle Barreto de Gois e recupera historicamente os modos de vida e formas de sobrevivência das mulheres identificadas como agentes de crimes nas Vilas de Lagarto e Riachão nos anos oitocentistas.

Mariana Emanuelle Barreto de Gois aprofundou a temática da monografia anterior na dissertação “Rixosas e turbulentas”: Mulheres nas Vilas de Lagarto e Riachão Oitocentista, Sergipe (1850-1890)[38], apresentada ao Programa de Pós-Graduação em História da Universidade Estadual de Feira de Santana, em 2012. Aqui foram investigadas mulheres que transgrediram as regras e ordens vigentes e que atuaram em brigas e conflitos ocorridos nas vilas citadas.

As contribuições da Faculdade José Augusto Vieira são mais recentes e foram apresentadas por estudantes do Curso de História para obtenção do grau de Licenciatura. Versam sobre diversos temas.

Sob o comando da matriarca: trajetória política, social e familiar de Creuza Fontes de Goes em Riachão do Dantas/SE (1925-2000)[39], da autoria de Jeferson Augusto da Cruz, analisa a trajetória política, social e familiar de Creuza Fontes de Goes, esposa do líder político Horácio Dantas de Goes e responsável por um trabalho assistencialista e clientelista entre as pessoas carentes da comunidade. A monografia foi transformada em livro, publicado através da Editora Multifoco do Rio de Janeiro[40].

Isis Nayara Fonseca de Oliveira apresentou “Nas partituras da memória”: a trajetória da Lira Nossa Senhora do Amparo, em Riachão do Dantas/SE (1959-1991)[41] na qual aborda a trajetória da Lira Nossa Senhora do Amparo, filarmônica fundada em 1959.

Sob o Amparo da Virgem: o Cônego Manoel Luís da Fonseca e as práticas romanizadoras na Freguesia do Riachão (1884-1938)[42], de Edimário Alves Macêdo, trata da trajetória política e religiosa do Cônego Fonseca, vigário colado do Riachão e líder político que se tornou Intendente e Deputado Estadual nas primeiras décadas do século XX.

Vilmara Santos Cruz defendeu a monografia De Freguesia e Villa a Fórum de Cidade: o processo de Emancipação da Antiga Vila do Amparo do Riachão (1870-1889)[43] em que analisa o processo de emancipação política de Riachão do Dantas com a elevação da Freguesia de Nossa Senhora do Amparo do Riachão à categoria de Vila com a denominação Vila do Riachão.

Maria Natali Cruz Santos, em Colônia Agrícola Arnaldo Garcez: uma experiência de reforma agrária no município de Riachão do Dantas/Se (1953-1963)[44], tratou da implantação de uma colônia agrícola iniciada no Governo de Arnaldo Garcez (1951-1955), vista como uma experiência de reforma agrária.

Em Morte e a Senzala: análise no Livro de Assentamento de Óbitos da Freguesia de Nossa Senhora do Amparo do Riachão (1872-1888)[45], Natália Cruz Santos faz um estudo sobre a causa mortis dos ingênuos a partir dos registros de óbitos de crianças escravas da Freguesia de Nossa Senhora do Amparo do Riachão. Conclui que as condições de vida dos cativos como a má alimentação e a falta de higienização são fatores de queda da imunidade, tornando as crianças suscetíveis a diversas doenças, responsáveis por um alto índice de mortalidade infantil.

Produzida por Josefa Cristiane Araújo Santos, a monografia Apadrinhamento de Escravos na Vila do Riachão (1871-1873)[46] aborda as relações de compadrio entre os escravos a partir do registro de batismos encontrados na Freguesia de Nossa Senhora do Amparo do Riachão.

A posse escrava no município de Riachão do Dantas-Se entre os anos de 1850-1860[47], de autoria de Elda Melo Fonseca, analisa a posse escrava no município de Riachão do Dantas, tendo como propósito a participação do escravo na composição de bens dos proprietários da Vila do Riachão oitocentista. As fontes utilizadas foram inventários post-mortem disponíveis no Arquivo Geral do Judiciário do Estado de Sergipe.

À Faculdade José Augusto Vieira foram apresentadas, ainda, as monografias Lourival Fontes: Vida e História[48] (Robério Souza Santos), Além dos Túmulos: Formação familiar de Riachão do Dantas-Se, na virada do século XIX para o XX[49] (Edvânia Soares Santos), Entre persistência e Permanências: Memória Arquitetônica e Salvaguarda do Patrimônio de Cal e Pedra na Cidade de Riachão do Dantas – 1923/1959[50] (Erick Santos da Silva) e A Renovação Carismática Católica em Riachão do Dantas: de 1991 aos dias atuais[51] (Luciana Santos Batista).

Temos notícia de mais três monografias produzidas. Uma sobre a epidemia de cólera da década de 1850. A segunda sobre a fundação do Riachão, tramas e sujeitos. A terceira sobre a resistência negra a escravidão com a análise do assassinato de um feitor no Engenho Grutão. Infelizmente não tivemos acesso aos textos produzidos.

Foram listadas dezenove monografias e uma dissertação. Os temas tratos são diversos, refletindo a adoção de uma nova historiografia com novos temas e novas abordagens. Inserem-se na chamada Nova História em que toda e qualquer atividade humana importa à História.

Da minha lavra foram publicados “Riachão do Dantas: nossa terra, nossa história”, “Sob a Proteção da Virgem do Amparo: os 160 anos da Paróquia de Nossa Senhora do Amparo do Riachão”, “Achegas à escravidão na Vila do Riachão do Dantas Oitocentista, “Riachão do Dantas: População e Economia (1940-2015)” e “Devoções e Festas Católicas: Patrimônio Cultural Imaterial de Riachão do Dantas”.

Em Riachão do Dantas: nossa terra, nossa história[52], têm-se uma concisa apresentação dos aspectos geográficos, históricos e culturais do Município. Na parte geográfica são abordados o quadro natural, a população, a economia, os transportes e as comunicações. Na parte histórica são contemplados a formação da cidade e de alguns povoados, a criação da freguesia de Nossa Senhora do Amparo, a emancipação política, a vida política da vila e da cidade, a passagem de Antônio Conselheiro e o movimento religioso conhecido como Céus da Carnaíba. Contém uma breve história da economia riachãoense no período de 1870 a 1950. Na parte cultural, apresenta os traços biográficos de vultos ilustres e intelectuais riachãoenses.

Sob a proteção da Virgem do Amparo: os 160 anos da Paróquia de Nossa Senhora do Amparo do Riachão[53]foi escrito em razão da comemoração dos 160 anos da Paróquia de Nossa Senhora do Amparo, ocorrida em 2015. Discorre sobre a história da paróquia. A sua criação, o paroquiato dos dezoito sacerdotes, os movimentos romanizadores, as Santas Missões, a evolução da Festa de Nossa Senhora do Amparo – principal manifestação religiosa do município – constituem os capítulos da obra.

Achegas à escravidão na Vila do Riachão oitocentista[54] é uma contribuição aos estudos sobre a escravidão em Riachão do Dantas. Compõe de quatro capítulos que trata da Lista de Classificação de escravos; do batismo de crianças escravas e as relações de compadrio; assentos de óbitos e a mortalidade escrava; assentamentos de casamentos e a constituição de famílias escravas. Ressalte-se que as análises realizadas enquadram-se na renovação dos estudos sobre a escravidão no Brasil. Novos temas passaram a ser abordados a partir da adoção de novas fontes como registros de batizados, de casamentos e de óbitos.

Riachão do Dantas: População e Economia (1940-2015)[55] trata de dois temas: população e economia riachãoenses. No que se refere à população, faz-se um estudo da evolução populacional do município a partir de 1940, tratando das variações da população por sexo, faixa etária, cor, ocupação, renda e escolaridade. Também foi enfocado os Indicadores Sociais. No campo econômico são abordados a estrutura agrária, as experiências implantadas para reduzir a concentração da terra, o desenvolvimento da pecuária, as diversas culturas agrícolas e o baixo desempenho da indústria e do comércio. A análise da economia riachãoense dá-se num contexto do desenvolvimento econômico estadual.

Devoções e festas católicas: patrimônio cultural imaterial de Riachão do Dantas[56] trata do patrimônio cultural imaterial riachãoense associado à tradição católica. Nele encontramos um retrospecto histórico da devoção a Nossa Senhora do Amparo e da sua festa; um histórico da devoção mariana no Brasil e dos oragos dedicados à Virgem Maria no Município de Riachão do Dantas; uma análise das Festas de Padroeiros que marcam a identidade riachãoense.

Pelo exposto, percebemos que o Município de Riachão do Dantas dispõe de uma produção historiográfica razoável. Muitos temas, ainda, não foram estudados. Aguardam o interesse de pesquisadores.

Não podemos esquecer que uma das dificuldades encontradas pelos pesquisadores é a falta de documentação. Em Riachão do Dantas, como na maioria dos municípios brasileiros, ocorre um profundo descaso com a guarda de sua memória documental. Ao longo da história o Município de Riachão do Dantas não organizou um arquivo público que cumprisse o papel de guardião do seu patrimônio documental. Ao contrário, os entes governamentais foram negligentes, deixando toda a documentação da segunda metade do século XIX e primeira metade do século XX ser destruída pelos cupins num depósito localizado nos fundos do prédio da Prefeitura Municipal.

[1] FREITAS, Itamar. Os municípios em revista. Jornal da Cidade, Aracaju, p. B4-B4, 23.dez.2003.

[2] FREITAS, Itamar. História local e currículos de história (2007/2011). Disponível em: http://www.itamar.blogspot.com.br/2012/04/historia-local-e-os-curriculos-de-html. Acesso: 16.abr.2020.

[3] SILVA, Kalina Vanderlei; SILVA, Maciel Henrique. Dicionário de Conceitos Históricos. 3ª ed. São Paulo: Contexto, 2018. p. 192. (Verbete Historiografia).

[4] FREIRE, Laudelino. Quadro Chorográfico de Sergipe. Rio de Janeiro: Garner, 1986.

[5] FREIRE, Laudelino. Op. Cit. p. 136.

[6] SILVA, Clodomir. Álbum de Sergipe 1820-1920. São Paulo, 1920.

[7] FREITAS, Itamar. Álbum de Sergipe e a escrita de Clodomir Silva. Disponível em: http://itamarfo.blogspot.com/2005/01/o-album-de-clodimir-silva.html Acesso: 16.abr.2020

[8] IBGE. Enciclopédia dos Municípios Brasileiros: Alagoas e Sergipe. Rio de Janeiro: IBGE, 1959. V. XIX.

[9] SILVA, José Calazans Brandão da. Aracaju e outros temas sergipanos. 2 ed. São Cristóvão: Editora da UFS; Aracaju: IHGSE, 2013. p. 29.

[10] FREIRE, Felisbelo. História territorial de Sergipe. Aracaju: Sociedade Editorial de Sergipe/Secretaria de Estado da Cultura/FUNDEPAH, 1995.

[11] SOUZA, Marcos Antônio de. Memória sobre a Capitania de Sergipe. Aracaju: Secretaria de Estado da Cultura, 2005.

[12] FREIRE, Felisbelo. Apud. SILVA, José Calazans Brandão da. Op. Cit. p. 21.

[13] LIMA JÚNIOR, Francisco A. de Carvalho. História dos Limites entre Sergipe e Bahia. Aracaju: Imprensa Oficial, 1918.

[14] TELLES, M. P. Oliveira. Sergipenses: escriptos diversos. 2ª ed. São Cristóvão: Editora da UFS/Aracaju: IHGSE, 2013.

[15] SILVA, José Calazans Brandão da. Op. Cit. p. 25.

[16] BEZERRA, Felte. Etnias Sergipanas: contribuição ao seu estudo. 1ª reedição. Aracaju: Gráfica Editora J. Andrade, 1984.

[17] FIGUEIREDO, Ariosvaldo. O Negro e a Violência do Branco. Rio de Janeiro: J. Álvaro Editor, 1977.

[18] SANTOS, Magno Francisco de Jesus. Entre Deuses e Demônios: religiosidade e imaginário em Sergipe oitocentista. Disponível em: www.seer.veredasdahistoria.com.br/ojs-2.4.8index.php/ Acesso: 01.abr.2020.

[19] BARRETO, Luiz Antônio. Os Vassalos do Rei. Aracaju: Sociedade Editorial de Sergipe, 1998.

[20] OLIVEIRA, Itamar Freitas de. Roteiro do Conselheiro em Sergipe (na obra de José Calazans). In: Caderno do Estudante. São Cristóvão: EDUFS, 1998. Vol. 1.

[21] SILVA, José Paulino da. Canudos Ontem e Hoje. In: Caderno do Estudante. São Cristóvão: EDUFS, 1998. Vol. 1.

[22] SANTOS, Claudefranklin Monteiro (Org.). Monsenhor João Batista de Carvalho Daltro: apontamentos e fragmentos biobibliográficos. Lagarto: Prefeitura Municipal de Lagarto/Faculdade AGES, 2011.

[23] DANTAS, Ibarê. Apresentação. In: SANTOS, José Renilton Nascimento. Riachão do Dantas: População e Economia (1940-2015). Pará de Minas: VitualBooks Editora, 2018. p. 6.

[24] FREITAS, Itamar. Os municípios em revista. Jornal da Cidade, Aracaju, p. B4-B4, 23.dez.2003.

[25] REIS, João Dantas Martins dos. A cidade do Riachão do Dantas, como começou. Aracaju: Livraria Regina, 1949.

[26] REIS, João Dantas Martins dos. Op. Cit. p. 5.

[27] REIS, João Dantas Martins dos. A cidade do Riachão do Dantas, como começou. Revista do Instituto Histórico e Geográfico de Sergipe. Aracaju, 1960. Nº 25, Vol. XX. p. 174-182.

[28] FONTES, Arivaldo Silveira. Figuras e Fatos de Sergipe. Porto Alegre: CFP SENAI de Artes Gráficas Henrique d’ Ávila Bertaso, 1992.

[29] DANTAS, Ibarê. Memórias de Família: o percurso de quatro fazendeiros. Aracaju: Criação, 2013.

[30] DANTAS, Ibarê. Apresentação. In: SANTOS, José Renilton Nascimento. Riachão do Dantas: População e Economia (1940-2015). Pará de Minas: VitualBooks Editora, 2018. p. 6-7.

[31] ALVES, Edileuza Silveira. UDN x PSD em Riachão do Dantas (1950-1964). Monografia apresentada ao Departamento de História da Universidade Federal de Sergipe. Polo de Lagarto, 2002.

[32] OLIVEIRA, José Carlos Correia de. As razões de um retrocesso: o declínio do comércio lojista de Riachão do Dantas (1960-1975). Monografia apresentada ao Departamento de História da Universidade Federal de Sergipe. Polo de Lagarto, 2002.

[33] SANTOS, Maria de Fátima dos. A disputa pelo espaço sagrado em terra de N. Srª do Amparo: Vila do Riachão (1918-1920). Monografia apresentada ao Departamento da Universidade Federal de Sergipe. São Cristóvão, 2002.

[34] SILVA, Maria Matilde Macedo. A história da Educação Infantil no Município de Riachão do Dantas. Monografia apresentada à Universidade Tiradentes. Polo de Estância, 2004.

[35] PAUL, Michelle Goes. Morfologia urbana: análise da evolução da cidade de Riachão do Dantas em Sergipe. Monografia apresentada à Universidade Tiradentes. Aracaju, 2005.

[36] COSTA, Avani Gama Menezes; CARVALHO, Joana Santos de; GUIMARÃES, Tadeu Almeida. Céu das Carnaíbas: movimento religioso em Riachão do Dantas oitocentista. Monografia apresentada à Universidade Tiradentes. Polo de Estância, 2006.

[37] REIS, Daniele Cristine dos; GOIS, Mariana Emanuelle Barreto de. Mulheres no século XIX: heroínas ou vilãs? Monografia apresentada à Universidade Tiradentes. Aracaju, 2006.

[38] GOIS, Mariana Emanuelle Barreto de. “Rixosas e turbulentas”: Mulheres nas Vilas de Lagarto e Riachão Oitocentista, Sergipe (1850-1890). Dissertação apresentada ao Programa de Pós-Graduação em História da Universidade Estadual de Feira de Santana. Feira de Santana, 2012.

[39] CRUZ, Jeferson Augusto da. Sob o comando da matriarca: trajetória política, social e familiar de Creuza Fontes de Goes em Riachão do Dantas/Se (1925-2000). Monografia apresentada à Faculdade José Augusto Vieira. Lagarto, 2011.

[40] CRUZ, Jeferson Augusto da. Sob o comando da matriarca: trajetória política, social e familiar de Creuza Fontes de Goes em Riachão do Dantas/Se (1925-2000). Rio de Janeiro: Multifoco, 2013.

[41] OLIVEIRA: Isis Nayara Fonseca de. “Nas Partituras da Memória”: a trajetória da Lira Nossa Senhora do Amparo, em Riachão do Dantas-SE (1959 a 1991). Monografia apresentada à Faculdade José Augusto Vieira. Lagarto, 2011.

[42] MACÊDO, Edimário Alves. Sob o Amparo da Virgem: o Cônego Manoel Luís da Fonseca e as práticas romanizadoras na Freguesia do Riachão (1884-1938). Monografia apresentada à Faculdade José Augusto Vieira. Lagarto, 2011.

[43] CRUZ, Vilmara Santos. De Freguesia e Villa a Fórum de Cidade: O processo de emancipação política da Antiga Villa do Amparo do Riachão. Monografia apresentada à Faculdade José Augusto Vieira. Lagarto, 2014.

[44] SANTOS, Maria Natali Cruz. Colônia Agrícola Arnaldo Garcez: uma experiência de reforma agrária no município de Riachão do Dantas/Se (1953-1963). Monografia apresentada à Faculdade José Augusto Vieira. Lagarto, 2014.

[45] SANTOS, Natália Cruz. Morte e a Senzala: análise no Livro de Assentamento de óbitos da Freguesia de Nossa Senhora do Amparo do Riachão (1872-1888). Monografia apresentada à Faculdade José Augusto Vieira. Lagarto, 2014.

[46] SANTOS, Josefa Cristiane. Apadrinhamento de Escravos na Vila do Riachão (1871-1873). Monografia apresentada à Faculdade José Augusto Vieira. Lagarto, 2015.

[47] FONSECA, Elda Melo. A posse escrava no Município de Riachão do Dantas-Se entre os anos de 1850-1860. Monografia apresentada à Faculdade José Augusto Vieira. Lagarto, 2015.

[48] SANTOS, Robério Souza. Lourival Fontes: Vida e História. Monografia apresentada à Faculdade José Augusto Vieira. Lagarto, 2015.

[49] SANTOS, Edvânia Soares. Além dos Túmulos: formação familiar de Riachão do Dantas/Se, na virada do século XIX para o XX. Monografia apresentada à Faculdade José Augusto Vieira. Lagarto, 2015.

[50] SILVA, Erick Santos da. Entre Persistência e Permanências: Memória Arquitetônica e Salvaguarda do Patrimônio de Cal e Pedra da Cidade de Riachão do Dantas (1923-1959). Monografia apresentada à Faculdade José Augusto Vieira. Lagarto, 2013.

[51] BATISTA, Luciana Santos. A Renovação Carismática Católica em Riachão do Dantas: de 1991 aos dias atuais. Monografia apresentada à Faculdade José Augusto Vieira. Lagarto, 2015.

[52] SANTOS, José Renilton Nascimento. Riachão do Dantas: nossa terra, nossa História. Pará de Minas (MG): Virtual Books, 2014.

[53] SANTOS, José Renilton Nascimento. Sob a Proteção da Virgem do Amparo: os 160 anos da Paróquia de Nossa Senhora do Amparo do Riachão. Pará de Minas (MG): Virtual Books, 2014.

[54] SANTOS, José Renilton Nascimento. Achegas à Escravidão na Vila do Riachão Oitocentista. Pará de Minas (MG): Virtual Books, 2017.

[55] SANTOS, José Renilton Nascimento. Riachão do Dantas: População e Economia (1940-1945). Pará de Minas (MG): Virtual Books, 2018.

[56] SANTOS, José Renilton Nascimento. Devoções e Festas Católicas: Patrimônio cultural imaterial de Riachão do Dantas. Pará de Minas (MG): Virtual Books, 2019.